segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Cumprindo as obrigações cívicas e sendo patriota

Pois é, pois é, eu sei que postei algumas horas atrás, mas tenho a necessidade de relatar a vocês, poucos leitores deste humilde blog, a minha infeliz experiência de jurar a bandeira para receber a carteira de reservista. Afinal, são as minhas obrigações cívicas pela pátria querida e idolatrada que é o solo em que nasci e vivo - mas pretendo morrer na frança, daqui há muuuuito tempo.

O dia já começou de maneira horrível, minha mãe me acordando e me dando de café da manhã leite desnatado, simplesmente horrível, com gosto de água mijada (não que eu já tenha bebido). Chegando lá, bem 400 pessoas, visivelmente uma maioria esmagadora dos jovens ali presentes eram pertencentes a uma classe econômica desfavorecida.

Cerca de 8h45 começaram os ensaios, foram uns três, fora as repetições das posições. A cerimônia em si só teve início às 9h30, com representantes da prefeitura do município de Fortaleza, do Estado do Ceará, fora altas patentes do Exército Brasileiro. Mas a pior parte ainda estava por vir...

Logo após as palmas ao término do Hino Nacional, eram 400 pessoas tentando sair ao mesmo tempo pelo mesmo portão minúsculo. Imagine um enorme saco com milhares de melancias dentro, agora um furo de agulha na parte inferior. Era mais ou menos isso o que estava acontecendo.

Meu cumpade, filho, a muvuca ali tava grande pra ca-ra-lho! Uma multidão, um bocado de macho, um encoxa-encoxa desgraçado - acho que me molestaram ali, depois vou fazer o exame de gravidez - para chegar a outra muvuca ainda maior quando os ali presentes se encontravam numa "fila" para finalmente receber as carteirinhas.

Sabe o cara que faz bagunça e faz tudo se atrasar? Pois é. Tinha um desses lá. O cara não parava de fazer confusão lá, naquele calor, naquele encoxa-encoxa dos infernos. Sério, porra, tô traumatizado até agora. Enfim, pela confusão toda, dispersaram todo mundo e mandaram voltar para o local da cerimônia. É um Ginásio Poliesportivo imenso, e dividiram por ordem alfabética as carteirinhas para as pessoas na arquibancada, anunciavam as letras e os caras que distribuíam iam lá. Só que não chamaram a letra P.

Quando todo mundo recebeu, ainda ficou uma penca de cabeçada no ginásio sem a porra da reservista, até que reuniram todo mundo no centro da quadra e distribuíram.

Ah, detalhe, quando recebi a minha era bem 11h30. Eu teria ganhado mais indo pra aula e ter dormido a manhã toda no ar-condicionado do que ter que enfrentar essa merda toda.

P.S.: Os oficiais só se referiam aos demais por "companheiros" ou "camaradas"; milico comunista chega a ser irônico.

5 comentários:

Luiz Brisa disse...

achei meio sagas
mas escrito d maneira inteligente

Rejan disse...

Muito bem escrito o post.
Parabéns (:

Thiago Augusto disse...

Muito bem escrito e viajado ! mas parabens pelo post e pelo blog = )

O Judeu Ateu disse...

Comigo foi só ir lá jurar(cruzei os dedos) e rapar fora.

Sem grandes complicações....mas que é um saco é um saco.....

Trujillo disse...

Eh, eh realmente assustador quando vamos jurar a bandeira. No meu caso eu esqueci do dia e fui soh uma semana depois...rs Mas foi tranquilo. Nao teve muvuca. Pelo menos isso. INfelizmente nosso paihs ainda mantem a tradicao de subjulgar aqueles que se veem em uma posicao considerada, inferior (nohs perante os militares; estamos no territorio deles). Ainda temos que crescer muito.
Abrcs
Trujillo